ANÁLISE DA NATUREZA HUMANA DE CRISTO
Leitura: Mensagens Escolhidas, Livro I
226-228, 242-266.
HUMANIDADE DE CRISTO
Vejamos o que ocorreu na encarnação. Comecemos com a humanidade de Jesus. Nós cremos que Jesus tornou-Se verdadeiramente homem. Vejamos algumas características de Sua humanidade:
1 – Ele tinha uma aparência de homem:
( a ) foi reconhecido como homem João 4.9
“Cristo era verdadeiramente homem.” EGW, BC 5:917.
2 – Ele teve uma mãe humana:
Gl. 4.4 “Ele foi o filho de Maria.” EGW, BC 5:1130.
“Ele veio como uma dependente criança, tomando a mesma natureza que nós.” EGW, BC 5:917.
3 – Ele foi sujeito ao desenvolvimento de leis humanas naturais:
Lc 2.52 BC 5:711-712
Hb. 4.15 BC 7:426
II Co. 5.21 BC 4:290
Isa. 53.2 D. T. N. 47-58; 59-64
4 – Ele teve fome:
Mt. 4:2 BC 1079-1080
“O Salvador desfalecia de fome, ambicionava o alimento, quando Satanás O assaltou de repente.” D. T. N. 83.
5 – Ele teve sede:
João 19.28 “Cristo... sabe o que é ter sede e fome.” EGW, BC 6:1074
6 – Ele dormiu:
Mt 8.24 BC 5:367
7 – Ele ficou cansado:
João 4.6 BC 5:937
D. T. N. 266-270
8 – Veja Seu sofrimento e morte:
Mt 27.26-35 BC 5:1102-1103
João 19.20
Luc. 22.44
Mt 26.36-46 BC 5:1107-1108
D. T. N. 553-570
QUE NATUREZA HUMANA JESUS ASSUMIU NA ENCARNAÇÃO?
A igreja primitiva cria que Jesus era verdadeiramente homem. Mas que natureza humana Jesus tomou? A natureza humana de Adão antes de pecar? Nossa? Ou algo parecido?
O que as Escrituras dizem a respeito da humanidade de Jesus? Devemos ser honestos e analisar todos os fatos. Há dois grupos de passagens bíblicas, aparentemente contraditórias, que descrevem a natureza humana de Jesus.
a) Um grupo de passagens é bem representado pelas passagens:
1 - Rom. 8.3 – Deus enviou Seu Filho em semelhança da carne... Alguém dirá: semelhante não é idêntico... Paulo e os cristãos em Roma entenderam que Jesus veio na natureza igual à nossa.
2- Fil. 2.7 Nesta passagem encontramos"o termo KENOSIS” ( - ekénose) que significa esvaziamento, está relacionado a sua divindade, mas precisamente ao deixar de lado seus atributos divinos sem perder sua natureza divina. Jesus deixa de depender de seu poder divino para depender do Espírito Santo". A definição é simples, mas serve.
Tomando a forma de servo, fez-Se semelhante, aos homens,... isto quer dizer que Jesus tomou nossa natureza.
3 - Hb 2.14, 16, 17
“Jesus foi em todas as coisas feito semelhante a Seus irmãos. Tornou-Se carne, da mesma maneira que nós.” D. T. N. 228.
“Cristo, que não conhecia nenhum pecado ou corrupção, tomou nossa natureza na sua condição deteriorada.” ME 1:256.
b) Segundo grupo de passagens sobre natureza de Cristo.
1- II Co. 5.21- A grande mensagem da Bíblia pode ser resumida assim: “Mas todas essas coisas procedem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo [...], não levando em conta os pecados dos homens [...]. Daquele que não tinha pecado Deus fez um sacrifício pelo pecado em nosso favor, para que Nele fossemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.18,19,21).
2 - I João 3.5
“... e nEle não há pecado.” Parece que as duas passagens desse grupo vão além da idéia de cometer pecado (atos). Estas passagens parecem dizer que dentro Dele, no íntimo de Seu ser, não havia pecado. Jesus mesmo nos dá uma pista na passagem que segue.
3 - João 14.30
O príncipe deste mundo “nada tem em mim”. Enquanto Satanás tem algo em nós, somos filhos da ira ou de Satanás por natureza, Jesus declara que Satanás não tem nada nEle.
“Nunca, de maneira nenhuma, deixai a mais leve impressão sobre as mentes humanas de que pairasse sobre Ele corrupção, mancha ou inclinação para o pecado, ou de que Ele, em qualquer hipótese, sucumbiria à corrupção. Ele foi tentado em todos os pontos como o homem é tentado, porém, é chamado de “aquela coisa santa”. EGW, BC 5:1128, 1129.
Observação: Jesus é o 2º Adão (I Co 15.45, 47) não por que assumiu a natureza de Adão, mas o lugar de Adão como o chefe da raça humana, cf. Cl 1.18. Leia Rm. 8.3; Fl. 27; Hb 2.17,18;
Primeiro, ERA impossível Jesus ter sido tentado com cada tentação que cada pessoa enfrenta. Ele era apenas um homem e não podia ser tentado em termos do que Ele não foi. Por exemplo: sendo pobre, Ele não teve as tentações que vem ao rico. E ainda, o fato de Ele haver nascido numa época, torna-o impossível de ser tentado com tentações peculiares de outra época. Por exemplo: Jesus não foi tentado de ir ao cinema ou de assistir T.V. Segundo, não era apenas impossível, mas também era desnecessário Jesus sofrer cada tentação que vem a cada pessoa. Jesus necessitava apenas vencer a tentação onde Adão caíra. “Cristo veio ao mundo, revestindo-Se da humanidade e como representante do homem, para mostrar que nas controvérsias com Satanás, o homem poderia ter obedecido cada exigência divina.” The Signs of the Times, 9 de junho de 1898.
Jesus não necessitava nem mesmo ter propensões pecaminosas inatas com as quais nós nascemos. Ele necessitava apenas vencer onde Adão caíra e nas condições de Adão. A acusação de Satanás é que Adão e Eva não eram capazes de guardar a lei antes do pecado. Cristo devia mostrar que o homem podia obedecer a Deus nas condições de Adão e Eva. (Leia D. T. N., P. 82). Terceiro, embora certas tentações possam originar-se de nossa própria natureza pecaminosa inerente, as mesmas tentações podiam ter vindo a Jesus de uma causa externa. Por exemplo: dois homens podem ser tentados de deixar o trabalho por motivos opostos. Um abandona por ambição ou orgulho, e procura outro emprego; outro abandona o trabalho porque ele é difícil. A inexistência de uma causa interna ou externa não implica necessariamente na ausência de tentação. Assim, embora Jesus não tivesse tido nenhuma tentação causada pelas suas más inclinações, Ele poderia ter tido esta tentação motivada por uma causa externa. Em outras palavras, enquanto o diabo apela aos nossos motivos baixos ou inclinações más; a Jesus o diabo apelava aos motivos mais nobres, às Suas boas inclinações. Apelando para as coisas nobres e elevadas o diabo tentava desviar a Jesus do plano que Deus havia traçado para Ele. Queria que Jesus agisse independentemente de Deus mesmo nas coisas lícitas ou boas.
Análise da Carta de Ellen White ao Pr. Backer
Adão-Cristo
Adão Cristo
...puro sem pecado... ...nem por um momento houve propensão para o mal.
...sem uma mancha de pecado sobre ele... Nunca de modo algum, deixe a mais leve
impressão nas mentes humana mancha de corrupção, ou inclinação a ela havia em Cristo...
.... à imagem de Deus... ...Jesus Cristo foi o unigênito de Deus.
Ele podia cair... Ele podia ter pecado...
... foi assediado por tentação no Éden. Foi assediado por Tentações no deserto...
O primeiro Adão Caiu... O segundo Adão apegou-se fortemente em Deus e á Sua
Palavra sob as mais probantes circunstancias.
O ponto de comparação centraliza-se na relação do pecado com o homem, o fato da tentação e a natureza dessa tentação. O pecado, como parte integrante da natureza, teve a mesma relação em Adão e Cristo. A possibilidade de cair existia para ambos, e as circunstâncias e natureza de seus pontos mais críticos de tentação (ex: O Éden para Adão e o Deserto para Cristo).
O termo “propensões ao pecado” deve ser examinado relacionado as ideais apresentada pela a carta conforme fizemos acima.
A palavra propensão está significando mancha para o pecado, esse é o sentido que Ellen dava o termo.Por este estudo chega-se a conclusão de que “propensões ao pecado” é usado em associação com palavras que se referem ao aspecto da natureza humana que, pelo pecado e corrupção, é suscetível ao pecado e encoraja os ataques de Satanás.Este aspecto da natureza pecaminosa, esteja presente na posteridade de Adão, não estava presente na natureza humana de Cristo.